Fome no Brasil: relação com a saúde e seus impactos

Mais de 125 milhões de pessoas, 59,4% dos domicílios brasileiros, se encontram em situação de insegurança alimentar no país durante a pandemia. O levantamento foi feito por pesquisadores do grupo “Alimento para Justiça” da Universidade Livre de Berlim, em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e a Universidade de Brasília (UnB). A falta de alimentação em quantidade e qualidade necessárias traz impactos na saúde, como enfraquecimento do corpo, prejuízos no desenvolvimento físico e mental e aumento da probabilidade de doenças, o que torna essa população ainda mais vulnerável à covid-19. Na série “Fome no Brasil: relação com a saúde e seus impactos”, conheça o real retrato da fome no país e suas consequências para crianças e adultos. Saiba também qual é a relação entre economia e saúde e o que poderia ser feito para amenizar o problema da insegurança alimentar no Brasil.

Entrevistada:
Elaine Leandro Machado: professora do Departamento de Medicina Preventiva e Social da Faculdade de Medicina UFMG e pesquisadora do Observatório de Saúde Urbana de Belo Horizonte (OSUBH).

As crianças e a covid-19

As crianças geralmente são assintomáticas quando infectadas pelo novo coronavírus ou apresentam sintomas muito mais leves em comparação aos adultos. Mas com o descontrole da pandemia no país e o surgimento de novas variantes, muitas dúvidas têm surgido sobre os impactos da covid-19 nos pequenos. Por isso, na série “As crianças e a covid-19”, especialista da Faculdade de Medicina da UFMG explica como o vírus pode afetar as crianças, quais cuidados é preciso ter para a prevenção e a importância de ter vacinas para essa faixa etária. A série também traz informações sobre uma síndrome rara associada à covid em crianças, chamada de Síndrome Inflamatória Multissistêmica Pediátrica. Confira!

Entrevistada: Lilian Diniz – infectologista pediátrica e  professora do Departamento de professora do de Pediatria da Faculdade de Medicina da UFMG.

Você dormiu bem hoje? Qualidade do sono em tempos de coronavírus

Dormir bem é recomendado para uma melhor saúde e qualidade de vida.  Mas com a pandemia, o descanso noturno tem sido mais difícil devido a mudanças de hábitos e preocupações causadas por esse momento. Para se ter uma ideia, pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas, do Ministério da Saúde, mostra que 41,7% dos brasileiros relataram alguma alteração do sono e baixa produtividade pelo cansaço gerado pela pandemia em 2020.  Por isso, confira nesta série especial os benefícios de uma boa noite de sono, dicas para melhorar a qualidade do sono, tratamentos recomendados e os riscos de consumir medicamentos para dormir sem orientação de especialistas.

Entrevistado: Rogério Beato, professor do Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Medicina da UFMG e especialista em neurologia cognitiva e medicina do sono.

Kit covid: o que diz a ciência?

A ivermectina, cloroquina e hidroxicloroquina são medicamentos que fazem parte do “Kit Covid”, distribuído por algumas prefeituras e redes de saúde, além de ser defendido por membros do governo federal como tratamento precoce da Covid-19. Mas o uso dessas drogas com ineficácia comprovada pela ciência é rejeitado por cientistas e entidades nacionais e internacionais, como a Agência Europeia de Medicamentos, a Associação Médica Brasileira (AMB), a Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) e pela própria Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), entidade reguladora vinculada ao Ministério da Saúde. Por isso, a série “Kit covid: o que diz a ciência?”, esclarece com base em evidências científicas por que não existe tratamento precoce e os danos que o uso desses medicamentos contra o vírus pode trazer ao organismo.

Entrevistado:
Gerson Antônio Pianetti – professor titular da Faculdade de Farmácia da UFMG, que atua no desenvolvimento de métodos analíticos para controle de qualidade de fármacos e medicamentos.